ANOMT - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE OPERADORES MARÍTIMO TURÍSTICOS: Objectivo servir a actividades marítimo turística, assegurando a defesa dos seus associados, celebrar contractos, acordos, promover o desenvolvimento empresarial e tecnológico.
Sábado, 11 de Maio de 2013
OPERADORES MARÍTIMO-TURÍSTICOS EM RISCO DE FALÊNCIA.

 

OPERADORES MARÍTIMO-TURÍSTICOS EM RISCO DE FALÊNCIA.

 

 

A ANOMT “Associação Nacional de Operadores Marítimo Turísticos”, apurou junto de operadores MT, “Marítimo-Turísticos” que operam na área dos portos de Setúbal, Sesimbra, Lisboa, Cascais, Ericeira e Peniche, que relativo ao ano de 2012, foram registadas enormes quebras na facturação, em alguns casos chegam a rondar os 60%.

 

Em todos os portos referidos foram registadas falências e desistências da actividade, sendo que as maiores quebras de facturação se registaram na área do Porto de Cascais cerca de 60% e as menores na área do Porto de Lisboa, mesmo assim rondando os 30%.

 

Em todas as áreas de operação, para além da recessão económica, um dos factores que mais contribui para as quebras de facturação e consequente falência de Micro e Pequenas Empresas MT, são os custos de operação, (aluguer de postos de acostagens, combustíveis de preços elevados, parques de estacionamento pagos). Na área do Porto de Cascais onde se registam as maiores quebras de facturação, apesar da boa qualidade das infraestruturas náuticas, devida á existência da Marina de Cascais, os custos de operação são os mais elevados que registamos, tendo como exemplo a diferença de preços de acostagem entre Lisboa e Cascais que chega a ser 5, (cinco), vezes mais elevada em Cascais.

 

A ANOMT registou também que muitos dos grandes eventos que se têm realizado nas áreas dos portos que referimos, principalmente Lisboa e Cascais, não têm tido em conta a obrigatoriedade da utilização de embarcações de apoio devidamente licenciadas, o que também contribui para aumentar as quebras de facturação registadas.

 

Não podemos deixar de referir que a proliferação de embarcações não licenciadas que operam indevidamente e clandestinamente em todos os portos que referimos, são também um factor preocupante. Embora a ANOMT registe como boa a actuação das autoridades, nomeadamente da Policia Marítima, tem sido difícil acabar com este flagelo económico.

 

Tendo em conta que o destino turístico Portugal tem uma componente náutica de elevado valor no que toca a lazer, desporto e ambiente, considerado de grande relevância económica para Portugal no “Plano Estratégico Nacional do Turismo - Horizonte 2013-2015”, a ANOMT está a preparar uma serie de reuniões com várias entidades com responsabilidades no Turismo Náutico, nomeadamente Turismo de Portugal, Câmaras Municipais, Entidades Portuárias e Marinas de forma a tentar minorar a grave crise económica que afecta os Micro e Pequenos Empresários Marítimo-Turísticos.

 

Pela ANOMT

António Lemos - Presidente da Direcção

Walter Canelas - Vice-presidente

Domingos Carvalho - Tesouraria 

 

Contactos: Tlm: 969734133 – E-mail: anomt@sapo.pt



publicado por Antonio Lemos às 18:44
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